quarta-feira, 18 de março de 2009

Seven Seconds Away...


O teu olhar penetrante, esmaga-me o corpo, e a mente, quando te entregas a mim.
Quando brincas comigo...
Quando o dizes...
E quando fazemos amor sem dar conta..
O teu sorriso provoca-me!
De forma tão leve e suave...que chega a doer de tanta ternura...de tanto carinho...
Nunca sei onde estou, e porquê! Perco-me em ti..
Culpo-te!
O teu beijo mata-me a sede...
Dás-me a mão...Dou-te um olhar...
É justo!! Mas não concordas!
Queres mais...sempre mais...
Amo-te assim.
Exigente de ti, e de mim.
Mas humilde em nós...
Faltas-me o ar... Sufocas-me de alegria!
Sufocas-me de paixão..
Asfixias-me de amor...
Nunca morri tão bem..
Dá-me um mimo.
Faz-te minha...!
Perde-me o conhecimento..
Sente o meu paladar..
Toca-me a alma...
Dá-me um sussurro, ou uma brisa do teu ar no meu ouvido..
Põe-me a mão no coração..
Sente-o teu!
Agora beija-me...
Consegues ouvir?
Consegues ver?
Somos nós?..
É uma emoção talvez...
Sentimento certo?
Um arrepio..!
É um quarto sem paredes, numa cama sem colchão...É uma televisão a preto e branco, onde colocas a cor quando mudas de canal..
É um entregar a mim..
É um suspiro de prazer..
É um Amo-te assim..
E sinto o teu transpirar em cada poro do meu corpo...
Abraças-me num pertence.
E gritas sem te fazeres ouvir...
Respondo-te em doces palavras sem me teres perguntado.
És vida em mim..
E torno frases banais, em sentimentos reais, verdadeiros.
Não é um Amo-te assim...
Frágil...
É um Amo-te convicto. Forte. Louco...
Mas certo.
Sempre, é vago...
Eterno?
Eterno é sentido, é vontade..
Eterno és tu.
Eterno sou eu...
Eterno, certo, louco...é o amor que eu sinto por ti...

Hoje.
Amanhã..
Sempre...


Eternamente, eterno.




Amo-te.


quarta-feira, 4 de março de 2009

03-03-2009




Um fogo que nem o tempo e a distância conseguem apagar...

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Caminhei à beira rio, num dia em que nada me parecia completar, nem um pedaço de chocolate que devorei por força...
Tentei perceber o que se passava comigo.
Porque me estou a negar a tudo?...
Porque não me nasce o sorriso?...
O que é que me faz falta?...
Quero viver num sentido...
Quero fugir do perigo...
Quero ficar, onde estava...

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Do nada surgem-me sempre palavras. Mas pela primeira vez. Correram só lagrimas...Acho que nunca ninguem tinha escrito algo assim para mim...Nao sei se deveria agradecer..Agradeço o facto de existires..Agradeço o facto de me teres amado como amaste. De me teres dado o que deste...De seres o que és..Se eu encontrar a tua menina...Eu dir-lhe-ei isso tudo..Prometo-te...Gosto muito de ti..Obrigada por teres feito o que sempre julguei impossivel..Escrever..Quando aquilo para que nasceste foi, pintar..
Um beijinho..

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Eu e tu, diferentes de nós.


Um dia vi-te, senti-me um arrepio, um bater mais forte, senti, um sentir-me estranha.

Uma vez, beijei-te...a medo!

O primeiro beijinho alguma vez dado, com sentimento.

Abraçaste-me, e eu permaneci ali...nos teus braços...

Sabes o que é, sentir que pertences a algum lado?

Pois bem, eu, sem saber nada de nada, pertenci ali...Pertenci-te!

Um tanto ou quanto, para sempre...

Passámos dias em que nem víamos o sol...em que nem ouvimos o tempo lá fora...

Dias em que nem ligávamos a televisão.

Eram dias que eu passava deitada ao teu lado, a olhar-te, e a perceber este sentimento que me era estranho...

E dias, dias que eu passava ao pé de ti, simplesmente sem ter nada para dizer...

Olhavas-me e eu sorria um sorrir envergonhado, que ainda hoje tenho...meramente escondido por vezes.

E eram dias, que eu esperava ansiosamente por ti...

Em que corria para o portão, só para te ver descer as escadas...só para ser a primeira pessoa entre a multidão, a dar-te os bons dias.

Alguns dias, passados no final da tarde, a partilhar momentos, a partilhar vidas.

A tua, bem mais interessante que a minha...Tu dizias-me: - " Em pequena, levei uma sova de um carneiro!"

E eu ficava com uma cara tipo, uau.

E pensava, a mim quem me dava sovas eram os meus pais...

E rias. Talvez da minha expressão. E sem saber, não percebia porquê. Teve piada?

Então, acredita que teve bem mais piada a tua memória, a minha foi banal.

Dias foram passando...

E deixámo-nos levar, pelo sentimento, pelo tempo, pelos dias.

E numa noite diferente das outras, fiz um momento ser especial e como sendo a primeira vez que o ia dizer a sério, perguntei:
- " Queres namorar comigo?"

Foi a valer...foi a sentir!

Foi um, "queres namorar comigo?" quase sem se ouvir...

Era escuro, mas eu vi o brilhozinho no teu olhar e isso deixou-me num êxtase profundo.

Juntas, sobre uma noite de céu estrelado, o calor fazia-se sentir... eu até suava!

Estava ansiosa, nervosa...

Mas nos teus braços senti a calma que precisava ter.

Deste-me tudo o que nesta vida se pode dar...Foste tudo o que nesta vida se pode ser...

Ouviste tudo de toda a gente. Críticas, palavras duras, avisos prévios sobre a minha pessoa.

E hoje, dou-lhes razão. A todos.

Porque eu não te mereço. Não te mereço nem um bocadinho...

Não mereço os teus olhos que só sabiam olhar para mim...Não mereco a tua expressão de felicidade ao veres-me...

Não mereco os sorrisos que te provoquei! Porque a seguir...foi uma lágrima que lá deixei...Duas vezes!

Fizeste, aquilo que ninguém fazia.

Foste forte quando tiveste de ser, choraste quando teve de ser...Mas ergueste-te!

Abriste-me os braços numa altura em que mais precisei. Apoiaste-me.

E quiseste-me de volta...cuidaste, como ninguém.

Depois de tudo, se isto não é amor, então nesta vida tudo é mentira.

Mas eu sei, que apesar da pessoa horrivel que fui para ti, eu sei que amanhã, mesmo sem te ver, tu vais erguer-te novamente!

Passaram 3 meses em que não me dirigiste a palavra nem querias ouvir falar de mim...

3 meses, que todos os dias pensei se estarías bem..

3 meses de saudades da tua pessoa.

E hoje, eu sei que irão passar muitos mais meses, talvez anos.

Culpa minha pensar que sou sempre criança e tenho desculpa por todos os erros que cometo.

Não vou dizer, desta vez perdi-te.

Vou dizer, desta vez, libertei-te de mim...

Porque eu não te faço bem...Eu não te trago a felicidade...

Só lágrimas de sangue...Digo sangue, porque sei que estas te ficam marcadas na pele...

Gostava só que, se conseguires..

Que guardasses um sorriso meu dentro de ti...Dos meus mais sinceros...

Daquela tua menina, como gostavas de me chamar...

Porque eu, vou guardar os teus todos. Vou guardar-te sempre dentro de mim...

Nesta vida, e na próxima...

E vou guardar, todos os teus olhares doces, todas as tuas palavras bonitas, ou mesmo aquelas de atenção.

Vou guardar o teu abraço fechado...

Vou guardar todos os teus beijos. E vou guardar na minha lembrança, a recordação de um fechar de olhos, de uma expressão de carinho, e de um beijo, apaixonado.

Vou guardar-te.

E à beira rio, irei marcar numa pedra, embora já demarcada pelos anos de água a passar, vou marcar a tua pessoa lá, vou marcar a minha pessoa lá, e vou marcar, isto tudo que tivemos e passámos...

Para que nunca se perca, para que nunca se esqueça...

Esta, é a nossa história. Resumida..Mas nossa!

Tem apenas os bons momentos, porque disseram-me que são esses que valem a pena serem recordados.

Um desejo...

A maior sorte do mundo...

Que a vida me leve a ti, talvez um dia, indeterminado...sem data.

Mas que me leve...

E que eu, te veja com aquele sorriso que muda o dia de alguém...

Desculpa não conseguir dar continuidade à nossa história...

Se o erro foi meu, e só meu...perdoa-me...

Um adeus, porque conheço-te, e sei que não é um até amanhã..

Eu nunca te esquecerei..

Gosto muito...muito de ti...





(Sempre disseste que eu não escrevia nada para ti...Espero então, que não tenha sido tarde demais..)

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Ai do vento !


São as saudades que nos trazem as tristezas.

É o passado que nos dá nostalgia.

E é o mar, que tem sempre as marés presas.

Àquela praia onde inventámos a alegria.

São os meus olhos que não guardam o cansaço.

De querer sempre, sempre amar até ao fim.

E toda a vida é um poema que não faço.

Que se pressente na paixão que trago em mim.

Ai do vento, ai do vento.

Que transparece lamentos.

Da minha voz sem te ver.

Ai do mar, seja qual for.

Que me recorda um amor.

E não mo deixa esquecer.

É sempre calma, ou quase sempre a despedida.

É sempre breve, ou quase sempre, a solidão.

E é esta calma que destrói a nossa vida.

E nada é breve nas coisas do coração.

Ai do vento, ai do mar e tudo o mais.

Que assim me arrasta e que me faz viver na margem.

De um rio grande onde navegam os meus ais.

E onde a vida não é mais que uma viagem.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Em busca das palavras

Ás vezes, oiço o vento passar.
Vejo as suas formas, sinto o seu sabor...Grito-lhe, mas ele não deixa passar o eco.
Ás vezes, oiço o mar.
Pego as conchas onde não tenho pé...Abro os olhos na água salgada, e sinto o doce sabor do sal.
Por vezes, ponho a mão no céu, agarro as estrelas, puxo o sol com as minhas mãos frias, que nem ele consegue aquecer.
Ás vezes, apanho uma pedra e dou-lhe vida. Dou-lhe alma. Dou-lhe palavras!
Ás vezes, faço crescer uma lágrima no sorriso, faço uma planta germinar, faço uma estrada não ter fim, e faço a lua ficar sentada no chão, de pernas cruzadas!
Mas nem sempre sonho acordada, nem sempre como quando tenho fome.
Nem sempre faço o que tem de ser feito.
Sorriu quando não pode ser, choro quando não pode ser, e sou assim!
Mas quase sempre estou errada, digo não...e sou mimada!
Mas, faço-me sorrir e toda a gente me perdoa...toda a gente me dá a mão, me levanta e faz crescer.
E nisto, sou uma música, sou um livro, um lugar, um pensamento, um desejo. Sou um objecto, um caminho por vezes sem sentido próprio. Sou uma noite de chuva, um dia de sol...ou uma tarde de ventania. Sou uma página, sou uma nota musical, uma memória ou uma gota de água...um raio de sol, ou uma brisa.
Ou sou apenas um quadro de parede, com uma imagem desfocada, numa parede branca, com relevo.
Posso ser o teu cachecol?
Ou as luvas que não usas...
Podia ser o teu relógio que tanto adoro, e dir-te-ia as horas todos os dias...sem excepção!
Ou podia ser o teu telemóvel, e o meu nome na tua lista de contactos...
Podia ser o teu rasgo de sorriso..ou o brilho no teu olhar.
Deixavas-me ser o teu abraço?
Deixavas-me ser o teu beijo?
Deixavas-me ser os teus passos?
Os teus gestos todos, num só?
Deixavas-me ser o teu calor, nas noites frias?
Ou só a tatuagem da nossa vida, que não se vê na tua pele?
Deixavas-me reconstruir um sonho?
Deixas?
Deixa-me então dar-te o que sou, agora, hoje.
Um abraço, um sorriso. Um abrigo. Teu...