terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Over my shoulder


Vamos falar?

Pergunto-te:

- Já pensaste, como a vida pode ser uma coisa que não saibas viver sem?

Perguntas-me como...

E eu pergunto-te:

- Já pensaste, se esta fosse a última tempestade que houvesse, e não voltasses a sentir o doce som das gotas de chuva...Talvez no parapeito da janela do teu quarto?

Perguntas-me porque...

E eu respondo-te:

- Já pensaste, se este fosse o último Inverno, em que me vias sorrir?

- Impossível, dizes...

E perguntas:

- E tu? Já pensaste, como a vida pode ser algo que não saibas viver sem?

(Eu não te respondo...Baixo a cabeça, e apanhas-me uma expressão familiar)

E voltas a perguntar-me:

- E tu? Já pensaste se esta fosse a última tempestade que houvesse, e não voltasses sequer a sentir o doce som das gotas de chuva...Talvez...No parapeito da janela do teu quarto?

Volto a baixar a cabeça...Faço a tal expressão, e pergunto:

- Porque me fazes as mesmas perguntas que te fiz?

(Tu baixas a cabeça...Não respondes...E fazes-me uma expressão familiar)

Eu fico confusa, e ao falar, tu interrompes-me, e dizes, calando a multidão que se apresenta na cidade..

- Não importa se for o último Inverno..A última tempestade...Não importa...

E a vida, é algo que eu não sei viver sem..Porque, tu fazes parte dela...

(Não te respondi...Abracei-te!)

Chorei...E sorri-te!

E nisto ficou uma certeza.

Não és só o ar que eu respiro, não és só o lugar para onde fujo quando tenho medo...Não és só o meu porto de abrigo!

Tu és...inigualável, incomparável, incansável, inexistente...

Tu és, especial.

1 comentário:

  1. E como é bom, ter alguém para onde correr. Quando a estrada magoa ou o tempo é feróz.

    =) Gostei do blog, vou voltar. **

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