
Vamos falar?
Pergunto-te:
- Já pensaste, como a vida pode ser uma coisa que não saibas viver sem?
Perguntas-me como...
E eu pergunto-te:
- Já pensaste, se esta fosse a última tempestade que houvesse, e não voltasses a sentir o doce som das gotas de chuva...Talvez no parapeito da janela do teu quarto?
Perguntas-me porque...
E eu respondo-te:
- Já pensaste, se este fosse o último Inverno, em que me vias sorrir?
- Impossível, dizes...
E perguntas:
- E tu? Já pensaste, como a vida pode ser algo que não saibas viver sem?
(Eu não te respondo...Baixo a cabeça, e apanhas-me uma expressão familiar)
E voltas a perguntar-me:
- E tu? Já pensaste se esta fosse a última tempestade que houvesse, e não voltasses sequer a sentir o doce som das gotas de chuva...Talvez...No parapeito da janela do teu quarto?
Volto a baixar a cabeça...Faço a tal expressão, e pergunto:
- Porque me fazes as mesmas perguntas que te fiz?
(Tu baixas a cabeça...Não respondes...E fazes-me uma expressão familiar)
Eu fico confusa, e ao falar, tu interrompes-me, e dizes, calando a multidão que se apresenta na cidade..
- Não importa se for o último Inverno..A última tempestade...Não importa...
E a vida, é algo que eu não sei viver sem..Porque, tu fazes parte dela...
(Não te respondi...Abracei-te!)
Chorei...E sorri-te!
E nisto ficou uma certeza.
Não és só o ar que eu respiro, não és só o lugar para onde fujo quando tenho medo...Não és só o meu porto de abrigo!
Tu és...inigualável, incomparável, incansável, inexistente...
Tu és, especial.

E como é bom, ter alguém para onde correr. Quando a estrada magoa ou o tempo é feróz.
ResponderEliminar=) Gostei do blog, vou voltar. **