domingo, 16 de agosto de 2009

Protegias-me sempre... será disso ?
Tenho o coração quente, a medo.
E a cabeça no chão.
Os meus dias sao todos iguais...As noites não conseguem fazer o tempo valer a pena.
Os meus dias sao assim, amenos, fúteis...
Apetece-me um apetecer estranho. Quero correr até ao fundo da rua e voltar.
Mas habituei-me à monotonia do meu sofá.
Ele não se queixa de eu passar o dia inteiro em cima dele...Não se queixa se me estico e adormeço..Acho que ele até acha piada, é tão fofinho.
Habituei-me a acordar tarde, a permanecer na cama sem pressa de me levantar e sem programa.
Habituei-me a ser assim, a não esperar um simples convite de alguém.
O meu telemóvel está ligado e com som, mas não toca...
As férias passam por mim, num Verão longínquo que parece que não existe.
Levanto-me tarde, e não tomo o pequeno almoço à espera que a fome me traga o pensamento...bebo leite, e não almoço.
E lancho um iogurte liquido às 16h, talvez 17h.
E chego a jantar peixe, às 21h, talvez 22h.

Já nem digo que não ao peixe, e inclusive, como sopas sem serem passadas.
Tempo que se perde a passar uma sopa, e a dizer que não se gosta de peixe.


Estou é mal habituada...

Então habituei-me, (mal), a levantar-me tarde. Habituei-me, (mal), a não fazer de todo, uma refeição de jeito. Habituei-me, (tão mal), a não dizer nada aos meus amigos. Habituei-me a ficar isolada.
Habituei-me a ficar sentada no cadeirão de verga que tenho na varanda, e a ver passar os dias, agarrada ao computador a escrever, a pensar...
A procurar, apenas procurar. Procurava por procurar e procura-se muito melhor depois de se encontrar... Mas não encontrei.
Mas agora escrevo de longe e sem verbalizar o suficiente para que possa partilhar mais do que alguma certeza ácida que me sorri de frente. Agora escrevo de longe, aqui sentada. Agora procuro de longe, aqui sentada, o tempo que tenho a mais entre mãos...

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