"Na noite escreve um seu cantar de amigo.
O plantador de naus a haver, e ouve um silêncio múrmuro consigo:
É o rumor dos pinhais que, como um trigo, de império,
Ondulam sem se poder ver.
Arroio, esse cantar jovem e puro,
Busca o oceano por achar;
É a fala dos pinhais, marulho obscuro,
É o som presente desse mar futuro,
É a voz da terra ansiando pelo mar."
Fernando Pessoa
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