sexta-feira, 1 de janeiro de 2010




"O amor não tem tempo, nem fronteiras, nem horas, nem obrigações."

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009




Tempo de crescer.


sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

"STEREO LOVE"*

terça-feira, 17 de novembro de 2009


A noite chega de mansinho, e o meu pensamento a ti.A imagem e o som da flauta, um dia de sol, de mar, de calor...e um abraço teu.E esse abraço, emana uma luz de aconchego e de amor...E há um sorriso, sabes.
Há o teu sorriso...E a minha vida passa.
Há uma postura, um corpo, um olhar de viver...Há o preto e o verde, o castanho, o vermelho dos teus lábios...e o azul dos teus olhos...
Mas também há areia da praia. Há rochas...E há uns dentes!, os teus... que teimas em mostrar-me.
Há um olhar no chão, que tem como fundo o mar...Há sinais, de um rosto que já passou pelo gelo e pela dor...
E vejo uma miuda. É loura ela. Vejo um prédio de hotel, e cheiro a maresia... Sentadas numa mesa de restaurante a preto e branco.Vejo as pessoas, os amigos, os conhecidos e os que aparentam querer ser...Vejo e revejo momentos que se gravam, e que a fita nunca termina. São instantes que se agarram, e que preenchem uma vida...vejo-te a ti, com a ementa na mão, com a cara de indecisão, e a olhar a minha expressão... Será que esperavas que te dissesse que não ?Podias escolher tudo menos peixe, tu sabias, não havia perigo...era uma pizzaria .
Vejo o teu pescoço e a lente dos teus oculos de sol.Olhava o teu cabelo, a tua pele, e a curva do teu queixo...Via-te assim de perfil. Como se fosse de frente. conhecia-os, conheço-os todos. sempre... cada traço... Cada respirar...cada som.Se o meu dia de amanha fosse como tu, eu sabia o que esperar dele...por te conhecer tão bem. Sabia que o dia de amanha não me falhava.
Vejo-te sentada, sem nunca tirar os óculos de sol! devias gostar mais deles do que de mim...será que era porque eu era o teu reflexo neles?Gostava de pensar que sim.
E continuo a ver a miuda, com os lábios juntos e a mão em ti... Com os olhos fixados em ti, tinha uma argola ela, que nunca tirava, que nunca perdeu.E continuo a vê-la, ela continua com o nariz torto sabias?E continua a ficar ainda mais loura a cada estação que passa...
Mas volto a ver-te a ti, a caminhar na praia, a deixar as tuas pegadas na areia... como eu gostava que fosses a frente para pisar as tuas pegadas, principalmente a subir...Consigo ver-te a 10 metros, e mesmo assim o teu sorriso é sempre o mesmo!O teu sorriso e a maneira com os fios do teu biquini enrolam no teu pescoço, nunca muda.
E tentas ver a tua vida lá ao fundo, naquela mesma praia.Olhas a tentar achar alguma coisa que nao sabes que precisas...que nao sabes se vais precisar, porque tens, porque tinhas... porque vais ter sempre.
E as ondas do teu cabelo, irão sempre fascinar-me e fazer-me sorrir. mais que não seja por eu me lembrar de te fazer a risca ao meio e tu odiares-me por isso... eu sei que me odiavas, não mintas...nestes momentos se pudesses sufocavas-me com um beijo se eu nao fugisse de ti...Verdade? ou preferes mentir?Odiavas-me por isso...sempre odiaste risca ao meio...Sempre, mas sempre me odiaste por isso....e eu sempre adorei a forma como me odiavas...
Vejo-te do outro lado agora... Vejo-te de baixo, mas vejo-te com os pés em cima, descalça.Vejo as marcas deixadas na pele...E os teus pulsos fininhos...Vejo-te pelo céu. e continuas com os óculos...
Escondeste no meio de uns chinelos, e pensas que assim te podias esconder de mim, não me querias ver, dizias-me. escusavas era de comprar chinelos curvos, onde fingias que nao me vias e eu olhava-te nos olhos à mesma...
És a sombra do chão. e completavas a areia da praia.
As praias do Algarve, dias de sol, dias quentes, dias de aconchego do coração.
Dias marcantes, marcados.
E continuo a falar de ti, porque já não vejo a tal miuda, aquela que era loura e que assim permanecia a cada estação! Lembraste dela ?
Aposto que nem tu nem eu a conseguiamos avistar a 10 metros agora...Mas lembro-me do sorriso dela, e do quanto gostava e gosta de ti, e vai gostar sempre. Afinal é isso que importa não é?
Os dias passam, as coisas mudam... E as recordações ?Essas permanecem...para sempre, escritas num caderno onde as folhas não se usaram todas...

...e um dia, tu tinhas razão.
Fazendo as contas, há algum tempo que não escrevia para ti. Dizia que eram fragilidades tuas, que não é por aí que se mostra o quanto se ama. Sim, há mais de 8 meses que não fiz aquilo que tu sabes que eu fazia genuinamente por necessidade, por desespero, por precisar pôr cá fora a força que às vezes me ameaça rebentar as veias quando o meu sangue corre nelas a ferver, quando o meu coração bate forte demais e faz um eco tão grande na minha cabeça, que precisa de um tecto maior para se fazer ouvir, o tecto do mundo exterior.Fazendo bem as contas e contando lutas, subtraindo derrotas, multiplicando esforços e somando algumas vitórias, aprendeste a viver com os meus erros e o que eu dizia ser a minha nova forma de amar, e de estar perante o amor e a vida. E sei o que percebeste... que o amor, pode ser vivido por 1001 pessoas, todas diferentes, mas mesmo assim há algo que as une: o orgulho de amar. Tu tinhas esse orgulho. De me amar. De me procurares entender, aceitar, perdoar, ajudar, criticar, aquecer, proteger...Tinhas orgulho de amar quem já não mereceu ser amado, ser vivido, ser protegido, mas que amavas mesmo assim. É sair com o orgulho ferido, mas ainda assim tê-lo e levantá-lo como uma bandeira.E sei porquê.Porque se tivéssemos de dar um nome ao Amor, o seu sinónimo seria Esperança.Amar verdadeiramente é isto... é ter esperança, é estar sentada numa cadeira, mas ter o pensamento a mil anos luz de distância, não por opção, mas porque é condição implícita de amar.É ter esperança que quem está do outro lado, tenha a mesma necessidade que nós, o mesmo desejo que nós, a mesma vontade que nós, que esteja a pensar em nós, ou a escrever porque precisa, tal como nós, de gritar ao mundo o quanto nos ama, sem ter medo de juizo de valores, como tu tinhas. Porque afinal de contas, quem pode ter coragem de criticar um amor assim?É ficar magoado consigo mesmo quando nos magoa.É esperar que do outro lado haja alguém que seja capaz de mover uma montanha do tamanho do nosso amor para nos arrancar um sorriso, pois é ele a luz que alimenta a sua alma... É ter sempre palavras quando já não as há à altura de descrever o amor. É ter medo de perder, quanto mais amado se sente, por dar cada vez mais valor ao privilégio que se tem. Amar e ser amado.Amar é chorar de alegria por ser correspondido...Amar não é mais ou menos, não é dia sim dia não, nem é só quando a vida nos corre bem. Amar é ser louco... e gostar de o ser.É cair na incoerência de fazermos o que mais gostaríamos que, a pessoa que nos ama, fizesse para nós. No teu caso, escrever.Não é capricho ou exigência nossa. Era a do amor que sentiamos.Amar assemelha-se à plenitude de viver...
E sim, eu entendi...
E sei que nunca, nunca, vou ter nada como tive.

Ficam-se as lembranças suspensas no tempo.
Fica o desejo de te voltar a ver sorrir, um dia...

domingo, 15 de novembro de 2009




Por vezes penso como apareceste...
Ou penso só como começaste a fazer parte da minha vida... e o nosso percurso todo, as minhas falhas, as tuas, as nossas dificuldades, e os nossos momentos mais loucos, mais felizes, não há lugar para os tristes...penso como foste tão importante, como és tão importante e me agarraste de forma tão marcante que nao é possivel descrever aqui.
sabes o que é não ter palavras para conseguir explicar o que tu significas pra mim e o quanto me custa termos de manter esta distância ? eu sei que é preciso... sei que tu não consegues estar ao pé de mim, mas também sei que não consegues estar longe de mim, e isto preocupa-me de certa forma... pões-me numa situação complicada, estar ao pé de ti, ou estar longe de ti? como posso continuar a manter uma amizade contigo, se quando estas comigo choras?, e choras quando estas longe tambem, que eu sei...
Posso pedir-te que pares de chorar? Tu sabes que eu não o mereço...Então pára...
O meu ombro está sempre aqui, mas quando tu choras e depois te vais, a minha camisola continua molhada durante muito tempo, devido às tuas lágrimas que não secam...Percebe, eu não consigo ver-te assim...isto mata-me por dentro... tira-me o sorriso...
Diz-me o que posso fazer...
Tu sabes que partilhámos tudo, tu eras o meu porto de abrigo...quero que continues a ser...
Tu sabes que me custa ver-te a sofrer por minha culpa...e desculpa se me chateio contigo de cada vez que choras ao pé de mim...é só porque eu não aguento...Não aguento porque gosto muito de ti!
Perdoa-me então as noites em branco que passas pelo amor que me tens...
Perdoa-me então o abraço que não te dou quando mais precisas...
Aqui o tens.

Adoro-te.

sábado, 14 de novembro de 2009


CHUVA...


"Embora lave o medo

que há do fim

a chuva apaga o fogo

que há em mim

Ouço a voz de quem

me quer tão bem

E fico a ver se a chuva

a ouvirá também..."





Ornatos Violeta- Chuva

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

"Na noite escreve um seu cantar de amigo.
O plantador de naus a haver, e ouve um silêncio múrmuro consigo:
É o rumor dos pinhais que, como um trigo, de império,
Ondulam sem se poder ver.

Arroio, esse cantar jovem e puro,
Busca o oceano por achar;
É a fala dos pinhais, marulho obscuro,
É o som presente desse mar futuro,
É a voz da terra ansiando pelo mar."



Fernando Pessoa

domingo, 4 de outubro de 2009

... Conseguimos aquilo que realmente queremos e quando estamos dispostos a lutar por isso!
Nisto acredito...

domingo, 27 de setembro de 2009



"Hoje não me deixaste dormir Joana.
De cada vez que fechava os olhos via os teus olhos de anjo, a tua cara sofrida traçada por socalcos de desconsolo e incompreensão.
Sempre te levantaste contra as injustiças do mundo, sempre pensaste mais nos outros do que em ti e hoje presto-te singela homenagem querida Joana.
Porque este mundo ainda não está preparado para as diferenças intrínsecas que existem dentro de cada um de nós.



A mãe de Joana fechou os olhos logo após a exclamação da enfermeira "é um menino!" e nunca mais os abriu.
Durante toda a gravidez tinha sonhado com a sua menina semente que sentia crescer pujante dentro da sua barriga.
Muitos anos depois da sua morte pós-parto ainda se comentava que tinha sido o desgosto daquela troca de género que a tinha matado, ou talvez até o desgosto que tinha sentido por pressentir que aquela sua filha nunca poderia vir a ter uma vida fácil e despreocupada.
O facto é que Joana se sentia culpada pela morte da mãe que não conhecera.
Tudo na vida dela emanava desse “engano” primordial cometido sabe-se lá por quem nem porquê. Tal como sua mãe, Joana estava convencida que deveria ter nascido menina e achou que um pequeníssimo adereço a mais entre as suas pernas não deveria ter a mínima influência naquilo que era a sua essência verdadeira.



A somar à morte da mãe, o pai abandonou-a por achar que aquele filho frágil e doente não iria sobreviver aos anos da infância e entregou-a aos cuidados da avó, que se encarregou de providenciar a educação que sentia necessária à neta, fosse ela menino ou menina.
Se Joana sobreviveu foi graças a essa avó, que de tudo fez para que ela se mantivesse à tona num mundo lamaçal pestilento de agressividade e egoísmo.


Na escola Joana brincava com as meninas e andava sempre com elas excepto nos momentos em que precisavam de usar a casa de banho. Havia sempre um adulto que se lhe punha no caminho e lhe dizia "Então?? Aí é a casa de banho das meninas, tu não podes entrar aí, tu tens pilinha!" E lá se lembrava que aquele minúsculo adereço lhe impunha rigorosas regras de segregação que todo o resto do seu ser não compreendia.


Na aldeia e na escola habituaram-se a chamá-la de Ju, já que ela não respondia quando a tratavam pelo nome de baptismo. João ou Joana, tantas diferenças contidas, escondidas em tão poucas letrinhas. E um preço tão alto a pagar por querer um "n" ali antes do "a" no final. Joana nunca quis o papel de vítima, mas era diferente para todos os que a víamos sempre esmurrada, negra de cotoveladas e pontapés que os miúdos e algumas miúdas se esmeravam em lhe dar. "Que se passa Ju? Fizeram-te mal?" perguntei-lhe muitas vezes. E ela respondia "nada vizinha, não é nada, isto passa!"


Ana era uma das poucas meninas que brincavam com Joana. Para Ana não havia dúvidas, Joana era mesmo uma menina como ela, mesmo que soubessem as duas da existência do tal adereço entre as pernas. Foi Ana quem primeiro começou a tratar Ju por Joana e Joana nunca mais reconheceu nenhum outro nome senão aquele apesar de todos os anos que passaram até que pudesse ser seu por direito.


Há medida que o tempo passava as meninas tornaram-se mulheres e os meninos homens e Joana ficou ali no meio, parada no tempo, sabendo aquilo que era mas não conseguindo encontrar aceitação no seio daquela gente para aquilo que queria ser. Quando fez 16 anos a avó chamou-a e deu-lhe uma pequena caixa onde tinha guardado todo o dinheiro que tinha conseguido poupar desde o nascimento de Joana. Disse-lhe que o seu tempo tinha chegado ao fim, que não iria durar muito mais, e pediu a Joana para se ir embora dali. Tinha medo do que lhe pudesse acontecer assim que ela não estivesse presente para lhe valer.


E assim Joana se foi daquela pequena aldeia onde vivíamos. Partiu para a cidade e mais tarde soubemos que tinha viajado para o Brasil. Só Ana lhe sentiu a falta penso... pelo menos só Ana me disse que sentia a falta daquela menina tão carinhosa, tão sensível, tão prestável e amiga de todos.


Um dia passados muitos anos Joana voltou à aldeia mas ninguém a reconheceu. Veio ter comigo e disse-me que se lembrava tão bem de mim, que me preocupara sempre por ela. Demorei algum tempo a rever naquela bela mulher o menino enfezado que dali tinha partido. Explicou-me que no Brasil estavam muito à frente nas cirurgias de mudança de sexo que não sendo um caminho fácil era já possível e com resultados muito positivos. Congratulei-a por ter perseverado nesse seu caminho, abracei-a mesmo, sentindo já um enorme carinho pela mulher feita em que Joana se tinha tornado.


Perguntou-me por Ana, queria revê-la e saber se ainda se lembraria dela. Eu sabia que Ana nunca tinha casado, que era uma miúda terrivelmente introspectiva, vivia consigo e para si e raros conheceriam o que lhe passava na alma. Lá lhe indiquei o caminho e vi-a abalar tão segura de si, tão cheia de confiança naquilo que agora tinha para dar. Querida Joana, como me arrependo hoje... devia ter pegado em ti e na Ana e devíamos ter saído logo dali!


Ana reconheceu Joana, logo assim que a viu vir. Havia qualquer coisa a ligar essas duas almas, tão transcendental como a vida e o amor. Teve com ela uma conversa que não tinha tido com mais ninguém, talvez estivesse à espera de Joana para descarregar esse fardo que a tinha trazido tão pesada e presa em si mesma. Ana explicou a Joana que um dia já depois dela ter abalado descobriu que não gostava de rapazes. Não suportava que lhe tocassem e muito menos que a beijassem! Dava-lhe asco o seu cheiro a terra, a suor e a álcool. De tal forma que da única vez que um rapaz a tinha tentado beijar Ana tinha soçobrado acometida por fortíssimas náuseas que assustaram o miúdo de tal forma que nunca mais nenhum rapaz quis tentar alguma coisa com ela. Mas Ana sabia que não era frígida, apesar de ser essa a sua fama na aldeia. Só ela sabia os sonhos que povoavam as noites longas e solitárias. Sonhos estranhos esses... feitos de mulheres que a agarravam e a beijavam e aí não havia lugar a pânico de espécie alguma. Ana confessou a Joana que sentia que gostava de mulheres, que seria esse o caminho, não por opção mas porque era esse o seu destino.


Mas sentia-se confusa em relação a Joana, porque a idade da razão lhe tinha trazido a consciência do problema da amiga. "Eu sempre te vi como menina, sempre te tratei como menina, sempre te quis, sempre gostei de ti assim..." E Joana explicou-lhe que nos anos volvidos tinha encetado esse longo e doloroso percurso físico que a tinha levado à transformação e reordenação de alguns dos seus órgãos exteriores e interiores. Ao longo dos anos, pouco a pouco, Joana viu emergir em si aquilo que a definia como mulher. E sentia-se mulher, mesmo face ao egoísmo dalgumas útero-fundamentalistas que lhe negavam o direito de se expressar enquanto mulher pelo simples facto de não puder vir a conceber. Sentia-se plena mesmo assim, mesmo sabendo que nunca poderia albergar vida em si. E para mim esse argumento era maldade pura... igual a alguém que insultasse um cego por não poder ver!


O caso é que Ana se sentiu atraída por Joana, já antes se tinha sentido, mas não assim, dessa forma tão bruta e latejante. Sentiu um desejo tão profundo por essa mulher, um sentimento tão desesperante de querer nela submergir para sempre. Joana confessou-lhe que também nunca a esquecera, que viera do outro lado do oceano para a procurar e para saber se ela era como as outras ou se a aceitaria tal como era. Estava até disposta a que fossem só amigas, desde que reatassem esse laço que as tinha unido em crianças.


Ana aceitou Joana, acolheu-a em si, abraçou-a, beijou-a... e foi magnífico! Um momento único, feito de Amor, Desejo, Vontade e Sexo. Tudo junto por uma vez só, rodopiando, subindo, explodindo em estrelas de mil cores por cima duma, por cima doutra, renascendo as duas nesse momento, nesse dia em que se amaram e se juraram Amor eterno, para sempre!


Queria parar aqui a história, queria deixar as minhas memórias congelar neste preciso momento em que as duas mulheres se amaram como nunca e se sentiram rainhas do mundo e donas duma sabedoria divina. Mas logo após, pouco depois, não sei se foram poucos meses ou muitos, a história ficou manchada de sangue e tristeza. Porque os irmãos de Ana não se conformaram, porque espalharam pela aldeia que Joana era maluca, uma bruxa que tinha sido enviada pelo demónio para destruir a irmã e toda a aldeia. Porque as gentes do campo são crentes no básico e porque se unem em matilhas raivosas para nelas esgotarem as frustrações dos seus dias plenos de mesquinhez e futilidades. Porque o Amor e a Vida não significam nada para essas matilhas que se viram contra os seus! Porque Ana e Joana não previram que a Raiva fervia na cabeça e na pele dessas gentes e porque eu própria não as tirei daquele antro antes que os outros as encontrassem e as apedrejassem até à morte. Ana ainda viu Joana desfalecer com a força do embate da pedra bicuda na sua nuca. Ainda tentou estancar o sangue que jorrava do corpo da sua amada, mas sem dedos nem mãos suficientes para travar a vida esvaindo-se em soluços quentes e vermelhos. Ana ainda viu como a turba ululante se atirou a Joana e a retirou dos seus braços, pontapeando e socando o seu corpo moribundo. Depois foi a vez dela mas nesse momento já nada sentia, toda a sua dor se tinha ido juntamente com o ultimo suspiro da mulher que amava. As pedras embatiam-lhe na pele mas por dentro já se congratulava por sentir Joana cada vez mais perto, lá dentro dessa luz que a chamava, lá onde as duas poderiam finalmente viver o Amor que aqui lhes tinha sido negado.



Porque as minhas duas meninas ainda estão Vivas, tenho a certeza disso. Sinto a luz das suas estrelas, sinto-as por perto nestas noites quentes de Verão em que recordo os seus sorrisos e o brilho dos seus olhos nos breves momentos de felicidade que viveram juntas. Tenho pena que a sua Luz não brilhe mais intensamente, para dentro da cabeça daqueles que acham que tudo sabem, tudo podem, tudo mandam! "



(Encontrei este texto num blog e decidi postar... Afinal, que direito temos nós de julgar os outros?)

domingo, 6 de setembro de 2009

quinta-feira, 3 de setembro de 2009



"... e se alguém notar a tua diferença, diz-lhes que o acaso é mera coincidência. "

segunda-feira, 17 de agosto de 2009




"Desperdiçamos o dia em que não nos rimos ao menos uma vez"

domingo, 16 de agosto de 2009

Protegias-me sempre... será disso ?
Tenho o coração quente, a medo.
E a cabeça no chão.
Os meus dias sao todos iguais...As noites não conseguem fazer o tempo valer a pena.
Os meus dias sao assim, amenos, fúteis...
Apetece-me um apetecer estranho. Quero correr até ao fundo da rua e voltar.
Mas habituei-me à monotonia do meu sofá.
Ele não se queixa de eu passar o dia inteiro em cima dele...Não se queixa se me estico e adormeço..Acho que ele até acha piada, é tão fofinho.
Habituei-me a acordar tarde, a permanecer na cama sem pressa de me levantar e sem programa.
Habituei-me a ser assim, a não esperar um simples convite de alguém.
O meu telemóvel está ligado e com som, mas não toca...
As férias passam por mim, num Verão longínquo que parece que não existe.
Levanto-me tarde, e não tomo o pequeno almoço à espera que a fome me traga o pensamento...bebo leite, e não almoço.
E lancho um iogurte liquido às 16h, talvez 17h.
E chego a jantar peixe, às 21h, talvez 22h.

Já nem digo que não ao peixe, e inclusive, como sopas sem serem passadas.
Tempo que se perde a passar uma sopa, e a dizer que não se gosta de peixe.


Estou é mal habituada...

Então habituei-me, (mal), a levantar-me tarde. Habituei-me, (mal), a não fazer de todo, uma refeição de jeito. Habituei-me, (tão mal), a não dizer nada aos meus amigos. Habituei-me a ficar isolada.
Habituei-me a ficar sentada no cadeirão de verga que tenho na varanda, e a ver passar os dias, agarrada ao computador a escrever, a pensar...
A procurar, apenas procurar. Procurava por procurar e procura-se muito melhor depois de se encontrar... Mas não encontrei.
Mas agora escrevo de longe e sem verbalizar o suficiente para que possa partilhar mais do que alguma certeza ácida que me sorri de frente. Agora escrevo de longe, aqui sentada. Agora procuro de longe, aqui sentada, o tempo que tenho a mais entre mãos...
A vida é feita de escolhas. Caminhos. Momentos. Perdas constantes.

A minha vida sempre foi feita de um só instante.
De um só caminho. De uma só escolha...
Quero recuperar o tempo esquecido! tempo que fazia o que o meu coração pedia.
O tempo que nao levava séculos a pensar se seria certo...Agia!
O tempo que sabia o que queria, e não tinha dúvidas...
Esse tempo que não sei para onde foi...
Quero ser novamente a pessoa que mais sorria...
Aquela pessoa que não sabia nada de nada...
A pessoa que tinha objectivos...sonhos.
A criança que fui outrora, mas que era bem mais adulta do que aquilo que sou agora...
A criança que não se permitia a chorar!
Que não se permitia a sofrer.
A criança que pintava a vida com um sorriso envergonhado...
Ela tinha a convicção que eu agora não possuo..
Era mais determinada e tinha mais força de viver...
Era mais alegre.
Tinha valores...
Eu já não sei o que são valores, não sei o que é a responsabilidade e o que é amar.
Eu afasto as pessoas de mim, aqueles que mais me querem bem.
Eu não deixo nada me fazer feliz, porque... o que é que realmente me faz feliz ?
A instabilidade dita a minha pessoa...
Faz-me alguém que eu própria desconheço...
Vejo a vida com uns óculos escuros cheios de reflexos. Não mostro o meu olhar porque não sei o que ele interpreta...
Mas sempre ouvi dizer que é preciso saber olhar para os olhos de uma criança para saber o que lhe vai na alma...
Se eu não consigo olhar e saber... é porque já não sou criança ?
Se não sou criança, muito menos sou adulta. Então sou o quê ?
E desconfio do destino toda a vida.
Mas entrego-lhe a minha vida nas mãos agora...
Se há algo que está escrito...Mostra-me então.
Dá-me rumo!
Faz-me voltar!
Ou torna-me uma pessoa bem mais feliz...do que aquela pessoa vazia que sou agora...


Imploro-te.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Quando já nada é intacto

quando tudo na vida vem em pedaços

e por dentro me rebenta um mar

quando a cidade alucina

num luar de néon e de neblina

e me esqueço de sonhar


Quando há qualquer coisa que nos sufoca

e os dias são iguais a outros dias

e por dentro o tempo é tão voraz

Quando de repente num segundo

qualquer coisa me vira do avesso

e desfaz cada certeza do meu mundo


Quando o sopro de uma jura

Faz balançar os dias

Quando os sonhos contaminam

Os medos e os cansaços

quando ainda me desarma

a tua companhia

e tudo o que a vida faz

Em mim


Quando o dia recomeça

e a noite ainda te prende nos seus braços

e por dentro te rebenta um mar


Quando a cidade te esconde

e o silêncio é o fundo das palavras

Que te esqueces de gritar



Mafalda Veiga
"(...) Emaranhar-me no mundo, e morrer por ser preciso...
Nunca por chegar, ao fim..."

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Fazes-me falta

Hoje é daqueles dias que não sei se hei-de ficar triste ou contente...
É daqueles dias que não sei se agarro um sorriso, ou se me deixo cair num choro de saudade sem fim...
Zanguei-me contigo por causa da bebida...Fazia-te mal! Eras cardíaco...
Zanguei-me contigo só dessa vez.
E perdoei-te em criança todas as tuas bebedeiras, todas as tuas chegadas a casa, tardissimo, em que me lembro de me pores a mim, tua neta, na rua...
Perdoei-te sempre, as facas que apontavas à minha mãe, à minha madrinha, e os mimos que sempre deste ao meu tio...
Mas enchias-te de orgulho de mim quando os teus vizinhos diziam: -" Tens uma neta tão bonita!"
Aí já davas voz ao assunto e falavas das tuas filhas e da tua mulher, mas acrescentavas sempre que saía ao avô, claro...
Eras terrível, mas tinhas bom coração.
Durante um tempo, paraste... ou eu assim quero acreditar...
Foram tempos calmos!
Habituei-me a esses tempos, e não te perdoei quando os deixaste!
Não te perdoei, e ainda hoje não te perdoo...
Ainda podias estar aqui hoje... ainda podias ver-me jogar, com um simples emblema da casa do benfica ao peito...sei que nada te ia roubar esse sorriso quando me visses, porque das tuas duas paixões, eu era aquela que tu gostavas mais...
Eu sei, era por eu ter um pai sportinguista e sempre ser do benfica como tu, ferrenha...
Dia de benfica, dia santo!
Em casa jantava-se mais cedo, e depois era silêncio absoluto, só se ouvia eu e tu, em frente ao televisor, a gritar até não termos voz quando era golo...
Foi um amor que aprendi contigo...

Vias-me jogar apenas na rua quando passavas antes de ires trabalhar, e era assim que começava o meu dia...eu dormia na mesma cama que a madrinha, o dia chegava, mas eu era pequenina e não conseguia passar, ela fazia questão que eu ficasse do lado da parede... Então assimque eu visse um raiozinho de sol que entrasse pela janela, despertava e abanava-a : "- madrinha, já é dia! Acorda..."
Ela não descansava nada, coitada... Mas eu insistia, metia-lhe as mãos nos olhos e abria-os, se não resultasse, ia abrir o cortinado.
Ela deixava-me passar, e eu ia ver televisão até serem 8h da manhã... sempre fui uma criança irrequieta e cheia de vida, nunca me contentei com pouco, e nunca aceitava um não.
"Não podes ir para a rua porque está a chover, não podes ir ter com o avô porque ele está ocupado com as ovelhas, não podes jogar à bola porque chegas a casa cheia de marcas nos joelhos, não andes descalça, não corras, não faças isto, não faças aquilo!"
Não ?
Claro que fazia, jogar à bola à chuva e chegar a casa cheia de lama...
Quantas crianças tiveram a sorte que eu tive ?
Quantas crianças com apenas 7, 8 anos, tiveram uma infância tão saudável como a minha ?
Ok, eu ficava cheia de marcas, sujava muita roupa...
Desobedecia...
Fazia o que queria, e levava muita porrada por isso, mas achas que me arrependo ? Avô ?
Não! Porque até eu, com apenas 8 anos, sabia que rir, era imperativo.
E até me ria quando a mãe me batia, escondia-me dela e pregava-lhe sustos...depois pagava por isso, mas valeu sempre a pena ...

Quantas vezes fugia eu por um buraco numa parede de uma casa que estava a ser construida ali ?
Tudo para ir ter contigo...
Percebe-se que com 8 anos, eu não podia ajudar-te em nada... No entanto, tu desfrutavas da minha companhia.
Gostavas de me ver correr no campo, acho que até gostavas quando me vias cair e me picava toda...
A imagem que ainda hoje me recordo, é de ti a meu lado, sentados numa pedra com o sol a pôr-se, a ouvir o relato do benfica na tua telefonia velha, que insistias em usar...
Era a tua companhia na minha ausência...
Gostavas muito da banda também, e não faltavas a nenhum concerto.
Chegava contigo a casa à hora de jantar, e quando não chegava contigo, dizias : "- Patrícia, está a ficar tarde, a tua mãe chateia-se. Vais andando que eu já te apanho."
Contrariava-te quase sempre, e esperava por ti nos tanques, mas enquanto tu davas a volta ao portão, eu pulava o muro, era assim...
E no dia a seguir, ia levar-te o almoço para poupar a avó de subir o monte, era uma desculpa minha para passar lá a tarde... a correr, atrás dos cães e com medo dos perus!
Que bichos irritantes...
Tinha amor em correr por aqueles montes, tinha amor quando apanhavas uma folha de oliveira e lhe espetavas um palito, entregavas-me para eu fazer de barco, no largo ribeiro que lá se encontrava...
Até tinha amor em encher-me de roupa nos dias chuvosos, e subir aqueles balcões de terra escorregadios, houve uma vez que escorreguei e só vi uma mão a agarrar-me...
Sabe-se lá como, sobrevivi.
Tinha amor ao teu feitio rude, herdei-o !


Herdei-te a feição de teimosa que não houve ninguém, e tem sempre razão.... Não me arrependo de ser assim, como tu foste.
Uma pessoa que adorava bolinhos de mel, pegaste-me essa mania, essa, e a dos suspiros...
Até me compravas sacos!
Fiquei triste, sabes ?
Sinto tanto a tua falta...
Acho que nunca te disse como gostava do teu sorriso malandro quando me olhavas...
Éramos mais parecidos do que tu julgavas! Saímos em defesa de qualquer um, uma vez saí em defesa, e quem acabou por levar com a minha raiva, foste tu!
Perdoa-me essa vez, mas não foste correcto... Não querias ver a novela, e eu disse-te que podias mudar de canal, mas a avó viu como fiquei triste e disse-te : "- deixa a miuda ver a novela um bocadinho!"
Não viste aquilo com bons olhos, e gritaste com ela... até lhe agarraste o braço!
Assustaste-me, acreditas?
Corri para ti, e preguei-te um pontapé, pus-me à frente da avó a olhar para ti.
Eu tinha apenas 9 anos acabados de fazer...
Mas tinha um olhar profundo e um ar rebelde, como dizias...
E viste nos meus olhos como fiquei zangada...
És como eu. Viras as costas, mas ficas a pensar nas coisas!
Arrependeste, mas não dás o braço a torcer...
Perdemos tanto com isso, avô... tanto...
Deixei de te ver com tanta frequência, a tua casa passou a ser as tabernas.
Não sabes como me deixavas triste... E era onde te encontrava, bêbado e sozinho, agarrado ao copo de vinho.
Trocaste-me pelo álcool! Deixei de ser a tua companhia, e não o aceitava!
Mas limitava-me a ficar...
A avó veio viver connosco devido à doença, e ficaste sozinho.
A minha infância perdeu-se, os amigos que lá deixei, aqueles pedaços de relva que eu deixei para trás, e a horta, onde me despertava a curiosidade de fazer crescer coisas...
Mas a minha vida mudou.
Cresci a sentir falta desse tempo...
Todos os dias ouvia as pessoas a falarem de ti.
"- O teu avô ontem levou com uma garrafa de vinho no nariz!"
"- O teu avô agora anda com uma pistola daquelas de bolinhas para assustar os velhos do café!"
Eu só me podia rir das tuas parvoíces!
Criança grande, tu! Que nunca cresceu...
Mas via que estavas perdido...
O álcool fez-te perder no seu paladar...
Embebeu-te de mau estar...
Não estavas bem com a vida!
Vendeste as ovelhas, deixaste de ir ao meu campo...
Deixei de te ver...
Um dia, apareceste bêbado à minha casa, ofendeste a avó, pus-te na rua e sentaste-te no muro de onde caiste e partiste as flores à vizinha!
Que triste figura...
Acredita que desta não te perdoei...
Fiquei chateada, triste...
Não te queria ver à frente.
Passou uma semana talvez, e fui a uma festa de final de época de um clube onde fazia torneios de Verão.
Quando regressei, passei por ti de carro onde estavas sentado no passeio à beira da estrada.
vejo-te agora, como te vi há dois anos atrás...
Sorriste para mim, e fizeste-me adeus como se soubesses que era a última vez...
Fiquei contente por te ver, não parecias zangado, e eu esqueci por momentos o que se tinha passado.
No dia a seguir fui para a praia com umas amigas e ao bater das 17horas recebi uma mensagem de sentimentos da prima Liliana.
A minha primeira reacção foi, enganou-se...

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Sireias

(Outubro.)


Um dia conheci-vos...
Em jantares, momentos, dias, noites que se fizeram manhãs...
Conheci-vos, e pensei...possas..em pouco tempo, elas são-me tudo...sei que nunca nos vamos afastar...sei que nunca vou fazer sofrer nenhuma delas.Sei que sempre lhes vou dar tudo de mim.Elas preocupam-se, entendem-me, protegem-me...ajudam-me...E nunca me deixam.
São as melhores... mas...quebrei as promessas todas que me fiz a mim...Por culpa minha, afastámo-nos...Apanharam-me o ano mais dificil de sempre, apanharam-me na maior confusão que foi a minha vida, que foi a minha cabeça...E isso transtornou-me, fiz o que não queria ter feito...não fui verdadeira convosco em alguns momentos. não sabia como lidar
com as coisas..não cresci quando tinha de crescer.E de certa, perdi-vos pela minha falta de atitude!Pela minha irresponsabilidade! E pela minha falta de bom senso...Perdi-vos, dando-vos a ideia errada de que são só umas simples amigas...Provavelmente vocês não sabem...Mas são mais do que as irmãs que eu nunca tive..Especiais em maneiras diferentes... Mas são tudo.
Culpando-me de novo...porque, a única culpada fui eu.Escrevi isto como num desabafo...mas não sei mais como vos hei-de pedir desculpas...não sei o que fazer para me perdoarem...E não são estas palavras, que vos vão trazer de volta..ou que vai mudar alguma coisa...não as escrevi com essa intenção.Dei por mim a ler papelinhos que escrevíamos umas as outras nos nossos jantares =)
Relembrando os momentos com muita saudade...
Maria, desculpa-me se em alguma situação, me descontrolei e te faltei ao respeito...Tudo o que te disse foi da boca para
fora...E apesar de não to dizer todos os dias...És muito querida, e so quem te conhece consegue saber e dar valor ao que é uma amizade...Gosto muito de ti.
Lena, foste de quem me aproximei primeiro...és um alguem muito especial...e a próxima vez que fugir de casa, digo-te com
antecedência para juntares mais 3.50 para me emprestares =)És unica...A tua preocupaçao com toda a gente, e esse teu bom humor, fazem de ti uma pessoa espectacular.Só sinto, e não consigo dizer mais nada de ti xuxu. mas tu sabes que eu te amo buedas xD
Madalena...Um simples descer de rua foi suficiente para te abrir o livro, contei-te a minha vida sem sequer me perguntares o nome que já
sabias...Não foi da bebida...Mas senti um à vontade tao grande em ti, que me fez contar-te tudo assim...Não sei se era por eu ser a mais nova do grupo...mas sempre me aconselhas-te, me ajudas-te e me proteges-te, mesmo quando uma
punk maluca me atirou um copo de vidro à cabeça, que como tu dizes...não me matou porque não calhou...tu foste atrás dela...Vias-me mal, preocupada, ou triste...e com um simples sorriso mudavas-me o ser. A tua alegria contagia toda a gente...A tua maneira de estar com a vida...tudo. És de facto uma pessoa extraordinaria e muito especial para mim.Podia dizer inumeras coisas sobre ti, que nunca ninguém conseguiria perceber ao ler isto. So mesmo conhecendo-te.E ao te conhecerem a ti, percebiam, que, Madalena Santa Marta não é apenas uma beta... é sim a minha beta preferida! =)





" Mesmo que a vida mude os nossos sentidos e o mundo nos leve pra longe de nós, e que um dia o tempo pareça perdido...Mesmo assim eu vou gostar sempre muito de ti, e sabes porquê?
as coisas que eu sei, são coisas que eu somente antes não sabia...
Adoro-te, principio de uma grande amizade empilhadora."



Disseram-me uma vez, escrito num papel que serviu de toalha de mesa num dos jantares, de noites que perduram para sempre...

Adoro-vos.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Seven Seconds Away...


O teu olhar penetrante, esmaga-me o corpo, e a mente, quando te entregas a mim.
Quando brincas comigo...
Quando o dizes...
E quando fazemos amor sem dar conta..
O teu sorriso provoca-me!
De forma tão leve e suave...que chega a doer de tanta ternura...de tanto carinho...
Nunca sei onde estou, e porquê! Perco-me em ti..
Culpo-te!
O teu beijo mata-me a sede...
Dás-me a mão...Dou-te um olhar...
É justo!! Mas não concordas!
Queres mais...sempre mais...
Amo-te assim.
Exigente de ti, e de mim.
Mas humilde em nós...
Faltas-me o ar... Sufocas-me de alegria!
Sufocas-me de paixão..
Asfixias-me de amor...
Nunca morri tão bem..
Dá-me um mimo.
Faz-te minha...!
Perde-me o conhecimento..
Sente o meu paladar..
Toca-me a alma...
Dá-me um sussurro, ou uma brisa do teu ar no meu ouvido..
Põe-me a mão no coração..
Sente-o teu!
Agora beija-me...
Consegues ouvir?
Consegues ver?
Somos nós?..
É uma emoção talvez...
Sentimento certo?
Um arrepio..!
É um quarto sem paredes, numa cama sem colchão...É uma televisão a preto e branco, onde colocas a cor quando mudas de canal..
É um entregar a mim..
É um suspiro de prazer..
É um Amo-te assim..
E sinto o teu transpirar em cada poro do meu corpo...
Abraças-me num pertence.
E gritas sem te fazeres ouvir...
Respondo-te em doces palavras sem me teres perguntado.
És vida em mim..
E torno frases banais, em sentimentos reais, verdadeiros.
Não é um Amo-te assim...
Frágil...
É um Amo-te convicto. Forte. Louco...
Mas certo.
Sempre, é vago...
Eterno?
Eterno é sentido, é vontade..
Eterno és tu.
Eterno sou eu...
Eterno, certo, louco...é o amor que eu sinto por ti...

Hoje.
Amanhã..
Sempre...


Eternamente, eterno.




Amo-te.


quarta-feira, 4 de março de 2009

03-03-2009




Um fogo que nem o tempo e a distância conseguem apagar...